Feminismo e nazismo

Estavam os hebreus postos em sossego quando vieram os assírios e os levaram para o cativeiro. Sobre os rios da Babilônia, eles se assentaram e choraram as lembranças de Sião. O Edito de Ciro pôs fim ao cativeiro; os judaítas voltaram para a sua terra santa e expulsaram de lá os que não adoravam Jeová.
E ali viveram felizes até que os romanos esvaziaram a Judeia, no ano 70 de nossa era.
Mil, oitocentos e setenta e sete anos depois, eles para lá voltaram, concluindo o segundo êxodo de sua história. Mas foi uma volta cheia de tristeza. Derramaram lágrimas mais tristes do que as que outrora misturaram às águas do Eufrates.
Essas lágrimas corriam pelos amigos, pelas mulheres, maridos e crianças e por todos os amados que pereceram nos campos de extermínio dos nazistas.
No entanto, acreditar que os judeus foram mortos simplesmente porque Hitler era anti-semita é ingenuidade. Os judeus foram os bodes-expiatórios de um Estado que, para erguer-se, procurou expoliar a classe operária. Morreram homens porque eram judeus e porque eram comunistas.
Livres da opresão, os judeus dirigiram-se para a sua antiga terra da promessa. E, lá, trataram de expulsar, mais uma vez, os filisteus (palestinos).
Usaram de uma tática semelhante à dos nazistas. E, vale dizer, não estavam em vingança. Os palestinos nada tinham que ver com a atrocidade dos nazistas.
A perseguição se perpetua. Concluímos que, se o homem aprende algo com os erros do passado, é a maneira de reptir esses mesmos erros de maneira justificável.
Mais tarde, lá pelo final da década de 1960, surgiram agrupamentos feministas que se destacavam das mobilizações em massa que ocorriam naquela época.
Com os judeus, as mulheres reivindicavam liberdade; fim da opressão. Mas, uma boa parte desses grupos apontaram suas armas contra os homens.
Essas mulheres se esqueceram de que eram seres humanos.
Em vez de se libertarem do jugo do verdadeiro opressor, ou seja, a classe dominante, os capitalistas, os patrões, trataram de enfrentar um opressor mais modesto, mais fácil de ser agredido, o homem, o qual, como elas, é também um ser oprimido.
Há, no Brasil, um partido chamado Psol, cujos fundadores eram militantes do Partido dos Trabalhadores. De lá, foram expulsos. Há, também, no Brasil, um outro partido chamado PSTU, que, como o Psol, também foi expulso do PT.
Hoje, de mãos dadas, esses militantes políticos, outrora oprimidos, partem para cima de um outro partido para oprimi-lo também.
É preciso lembrá-los de que, quando esse outro partido, o PCO (Causa Operária), foi expulso do PT, com a conivência silenciosa do PSTU (Convergência Socialistas), os militantes de Causa Operária, na época, disseram-lhes: “Vocês serão os próximos!”
Pois sabemos nós que o silêncio revela muitas coisas. De fato, revela tudo.
A covardia, misturada ao oportunismo, envilece os propósitos. O covarde não tem força. O oportunista não tem ideias. A união dos dois resulta num ser amorfo, sem corpo, sem cabeça.
Por serem covardes, escoram-se em mulheres. Por serem oportunistas, escoram-se na violência contra elas.
Acusam outro partido de ser machista porque, como seres amorfos, não têm ideias para combater a ele os argumentos.
Como seres amorfos, sem propósitos, escoram-se também no setor opressor da Universidade, a Reitoria e, junto a ela, promovem um expurgo contra um partido que, hoje, empenha-se na ajuda a estudantes presos, a estudantes processados, a estudantes perseguidos pela direção da Universidade.
Mas, ao se esconderem, covardemente, sob as saias de suas mulheres, revelam a todos os olhares que querem ver uma única verdade: que são eles os verdadeiros machistas.
Vestiram suas mulheres com os uniformes pretos da SS e lhes disseram: Tragam-nos cabeça daquele “paraíba”!

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