LBI – AS IRACEMAS DO MARXISMO

POR QUE DEBATER com uma organização irrelevante para o movimento operário?

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Em primeiro lugar, trata-se de um caso de amor não correspondido. A Liga Bolchevique Internacionalista (que, como já dissemos, não é liga, nem bolchevique e, muito menos, internacionalista), cujo nome fantasia revela apenas a fantasia que passa pela cabeça de seus quatro militantes, tem um caloroso apreço pelo Partido da Causa Operária, onde essa “liga” nasceu, e de onde saiu para curtir ao sol das lindas praias do Ceará.

E ali permaneceu por uns anos, de papo para o ar, roubando energia do sol. Então, enfadados da areia, da água de coco e das patas de caranguejo, resolveram voltar à política.

E os pecilotérmicos, com o sangue arrefecido pelo sol do Ceará, reuniram-se para formar uma corrente política. Mas jamais conseguiram libertar-se de seu atavismo embriológico: uma vez calangos, sempre calangos.

Como todo calango, os bolcheviques do Ceará precisavam de um sol para abastecer-se; caso contrário, o sangue esfriaria. De início, buscaram uma política própria. Como tudo o que sabiam do marxismo e do trotskismo haviam-no aprendido no PCO, passaram a buscar no próprio PCO novas ideias.

Não é de admirar que, hoje, ao consultar o bloque da LBI encontramos nada menos do que quinze menções ao PCO, duas a Causa Operária (que é a mesma coisa) e cinco a Rui C. Pimenta (que também é a mesma coisa). Total: 22 citações em apenas uma página ao Partido da Causa Operária.

Na falta de uma política própria, utilizam a política de outra organização. Mas utilizam-na sem propósito algum, uma vez que não fazem política, fazem fofocas.

Tratemos da política antes de tratarmos da fofoca.

É consenso, entre os antigos militantes de Causa Operária que aqueles que formaram a LBI deixaram a organização não porque não concordavam com a política dela, pois a subscreveram no congresso dela; deixaram a organização porque queriam voltar para o Ceará. Dois anos depois, apenas, fundaram a LBI, com o seguinte programa:

“Nossa organização tem origem em um núcleo saído das fileiras da OQI (Jornal Causa Operária). Nossa ruptura está fincada sob a defesa incondicional do Estado operário soviético. A OQI, sob o peso da herança do lambertismo, analisou que a dissolução da ex-URSS, assim como a anexação capitalista da Alemanha Oriental, foram fatos progressivos para o proletariado mundial.”

Em primeiro lugar, os fundadores da LBI, em momento algum fizeram uma “defesa incondicional” do Estado operário soviético. Fizeram uma defesa fraca e concordaram com a análise da organização. Deixaram a organização porque queriam praia. Eis toda a verdade.

E, depois de dizerem bobagens como “a dissolução da ex-URSS” (pois é impossível dissolver o que já é “ex”), prosseguem com outras bobagens mais:

“A destruição dos estados operários e o fim do estalinismo não foi produto da ação revolucionária das massas, ao contrário, é fruto da contra-revolução burguesa mundial, colocando como tarefa a todos aqueles que reivindicam o legado de Lenin e Trotsky, o combate pelas conquistas históricas da revolução.”

A destruição dos Estados operários não foi produto nem das massas nem da contrarrevolução: foi produto do desmoronamento da burocracia estatal que comandava aqueles países. E esse desmoronamento foi catalisado pela crise dos próprios países capitalistas. A República Democrática Alemã já fora absorvida pela República Federal Alemã muito antes da queda do muro de Berlim. O desmonte da União Soviética teve início quando Mikhail Gorbachtchov assumiu o poder. A queda do Muro e o decreto de Boris Iéltsin (independência da Rússia) foram apenas o golpe de misericórdia dado a uma situação de fato.

E, então, a LBI nasceu. Nasceu sob o signo da defesa dos Estados mortos. Nasceu morta. Foi um aborto espontâneo de Causa Operária.

E, hoje, com sua política zumbi, A Liga Cearense, a “Lampions-League”, vive a pesquisar as páginas de antigos jornais Causa Operária buscando pormenores que podem ser utilizados como argumentos contra a política vigente do Partido. Por exemplo:

“… o PCO anunciava em seu delírio amplamente conhecido entre a vanguarda: “12 de abril: Um golpe com data anunciada” (site PCO, 29.03). Segundo as previsões alucinadas de Rui Pimenta, o domingo seria o “Dia D” do golpe final contra o governo do PT, tanto que sua “análise” reforçava tal devaneio: “Já está em todos os jornais. Não enxerga quem não quiser ver. E já não se trata mais de mera movimentação golpista de bastidores ou de um prognóstico político com base em informações esparsas. O golpe tem dada marcada” (Idem).” [Grifos nossos.]

Em primeiro lugar, vê-se que não se trata de uma crítica séria. Sequer se trata de uma crítica. Delírio e previsões alucinadas são termos vazios que nada significam. Todas as profecias bíblicas foram previsões alucinadas, porque partiram de alucinações, imagens de Deus na mente de seus profetas. E, diga-se de passagem, profeta é aquele que tem essas alucinações, como Trótski, o profeta armado, desarmado e banido. Três em um. Três vezes alucinado.

Não é desse profeta que a LBI se diz seguidora? E essa profeta alucinado teve visões da Segunda Grande Guerra. E a Guerra aconteceu. Ou não?

Há quem diga que foi uma profecia sem alucinações. Mas profecias sem alucinações só se dariam diante do fato consumado, o que faria da profecia testemunho. Quer dizer: não haveria profecia alguma.

No entanto, uma profecia nem sempre se concretiza. Por exemplo, o socialismo anunciado por Marx. Então, por que lutar por esse socialismo, por essa previsão alucinada?

Mas o golpe que se avizinha, além de não passar de mera profecia, é simplesmente uma prova do delírio do PCO, delírio esse que é conhecido de todos.

O delírio é tão grande que até o Partido dos trabalhadores (e o próprio Lula) começou a levar a sério esse delírio. Entretanto esse delírio não provém de uma imagem de Deus, de um sonho profético. Vem das páginas dos jornais, vem das vozes dos rádios, das imagens da televisão, das manifestações da direita e de todos os cantos do universo.

Em 811 ocorrências no Google, está escrito: “PMDB afirma: Se a manifestação do dia 12 de Abril for maior, iremos tirar Dilma.”

Seria uma alucinação? Por acaso seria isso um delírio anunciado?

O golpe tinha sim data marcada. Então, por que não ocorreu?

E, independentemente de ocorrer ou não, quando se tem indícios de um golpe, é obrigação de todo revolucionário denunciá-lo. É justamente a denúncia aquilo que pode deter o golpe.

Mas a ideia da LBI é que não existe nenhum golpe, pois a política do PT anda de braços dados com o imperialismo. Seria matéria para se debater, não fosse o fato de a LBI sempre utilizar em suas críticas argumentos como homofobia, xenofobia (que finalmente aprenderam escrever corretamente), etc. Ou seja, quem critica a LBI é xenófobo, pois a LBI é cearense. Qual é a lógica desse tipo de argumentação? Quando dissemos que esse grupo cearense é incapaz de pensar e tem dificuldade para argumentar, a resposta do grupo foi que a xenofobia é própria dos membros da família Pimenta. Alguém chamaria a isso de crítica? Alguém chamaria a isso de pensamento? Alguém chamaria a isso de argumentação?

Ademais, a LBI sempre nos trata por revisionistas, mas não se dá ao trabalho de provar o que diz; mal se dá ao trabalho de revisar os próprios textos que publica. Por isso, encontramos neles as pérolas mais ricas do pensamento político ocidental:

 

“Nos dias atuais, é fundamental resgatar o legado da vitória da resistência soviética sobre o nazismo, ainda que sob o comando de Stálin, para combater a atual ofensiva imperialista, postando-se no campo político e militar das “repúblicas populares” do Leste da Ucrânia para derrotar o governo nazifascista imposta em Kiev (como fizeram os trabalhadores do país na Segunda Guerra Mundial) a fim de avançar para a construção de um nova União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!”

 

Por que seria isso algo fundamental? Mesmo sob o comando de Stálin? Construir uma nova URSS?

Não basta dizer que tudo isso é uma grande asneira. É preciso dizer que se trata de uma incapacidade de pensar, e de argumentar. Vamos à argumentação.

Além de ser uma sentença enorme e mal pontuada (o que bastaria para provar um defeito de argumentação), é também um disparate lógico. Para combater a ofensiva imperialista seria preciso resgatar o legado da vitória soviética na Guerra? E isso seria fundamental? Em vez de me chamarem de xenófobo (porque dizer besteiras não é exclusividade cearense), é melhor me chamar de burro de uma vez, pois eu não entendi como é possível fazer esse resgate.

Vamos, então, para o pensamento.

De acordo com o texto, teríamos de nos postar no campo político do Leste da Ucrânia como meio para a reconstrução da URSS. Quem levaria isso a sério? Quem dedicaria a vida a isso, por mais fanático que fosse? Nem o próprio Pútin acredita numa bobagem dessas.

Esse grupo que se diz trotskista e que nos chama de revisionistas almeja nada mais do que reconstruir o socialismo em um só país. Mesmo que sob o comando de Stálin.

Von Mises, o guru dos imbecis

Por Afonso Teixeira Filho

 

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Ludwig von Mises

Eis o que disse von Mises: “O único fato sobre a Rússia sob o regime soviético com que todas as pessoas concordam é: que a qualidade de vida do povo Russo é muito menor do que a do povo no pais que é universalmente considerado como o paradigma do capitalismo, os Estados Unidos. Se fôssemos considerar o regime soviético um experimento científico, poderíamos dizer que a experiência demonstrou claramente a superioridade do capitalismo e a inferioridade do socialismo.”
Prova de que o austríaco não era nenhum cientista.
Primeiro: “o ÚNICO FATO”, vejam bem, único, “o único fato com que todos concordam sobre a Rússia…” Será que os dirigentes soviéticos concordavam com isso? Será que o operário russo concordava com isso? Se alguém discorda, já não são “todas as pessoas”, ou são? E, seria esse o único fato (coso fosse verdade)? Imagino que todos, sem exceção, concordavam que o regime soviético era um regime de partido; certamente todos concordavam que o regime soviético era parlamentarista; certamente todos concordavam que o Estado soviético era um Estado operário; certamente todos concordavam que a economia soviética era planejada. Portanto, a menos que eu esteja ficando louco, o fato exposto pelo charlatão austríaco não era “o único”. Das duas uma, ou ele não conhecia os outros, ou falava o que lhe dava na telha.
Ademais, embora eu não concordasse com o regime soviético, eu também não concordo com aquilo que Mises diz que todos concordam: que a qualidade de vida nos Estados Unidos era melhor do que na União Soviética. Certamente era melhor para os ricos, mas para os pobres a União Soviética era bem melhor.
Sobre a falácia de que “a experiência demonstrou claramente…”: demonstrou coisa nenhuma. O capitalismo funciona apenas em países imperialistas, com uma outra exceção temporária. A África tem 54 países capitalistas (100%) e vive numa miséria que dá gosto. Eis aí uma prova inconteste de que o capitalismo não gera riqueza. O que gera riqueza é o trabalho. O capitalista faz apenas apropriar-se do trabalho alheio.
Os teólogos da religião de von Mises o citam como se ele fosse uma grande sumidade no terreno da economia. Citam também a Hayek e a Friedman e a Böhm-Bawerk. Esses são exemplos de “burridades astronômicas”. Os misianos (não parecem missionários?) vivem afirmando, em seu catecismo, que Bawerk desmentiu Marx. As afirmações ridículas de Bawerk nunca chegaram a constituir uma teoria. Quem o cita são apenas detratores de Marx que nunca procuraram ler a obra de Marx. Mas alguns marxistas tiveram o trabalho de ler a obra de Bawerk e criticá-la, como Bukhárin e Hilferding.
Mas não é preciso ser marxista para perceber as falhas de Bawerk. A edição de seu livro “Teoria positiva do capital” (coleção Os Economistas) tem dois volumes. O segundo volume, inteirinho, é dedicado a defender-se das críticas apresentadas a ele. Vejam só: um livro inteiro para defender-se de críticas. Mas, na maioria dos casos nem defesas são; são desculpas, correções e frases como “não foi bem isso que eu disse”, “não era bem isso que eu queria dizer”.
Continuaremos com a crítica a Böhm-Bawerk retirando do blogue de Rodrigo Constantino, outro picareta, na revista Veja (só podia ser!) as “provas” de Bawerk contra Marx.

Von Mises teria dito (está no blogue do Rodrigo Constantino). Leiam e pensem bem como alguém pode dizer uma besteira dessas. “O sistema econômico marxista, tão elogiado por hostes de pretensos intelectuais, não passa de um emaranhado confuso de afirmações arbitrárias e conflitantes.”
Vou citar a hoste de pretensos intelectuais: Sartre, Walter Benjamin, Adorno, Gramsci, Breton, Celso Furtado, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Eisenstein, Prokofiev, Chostakóvith. E a lista poderia continuar até atingir 200 páginas; e os principais intelectuais do século XX estariam nelas. Pergunta: de quem é a pretensão? Quem é o pretensioso? Mises ou toda essa gente? E, agora, José?
Vamos ao resto. O marxismo seria um “emaranhado”. Prova de que ele não entendeu Marx. Se houvesse entendido não diria que a teoria marxista é um emaranhado, pois muita gente a entendeu. Dizer que algo é um emaranhado é desculpa de mal aluno.
E, pior ainda, “capitalismoé um emaranhado confuso”. Existe emaranhado que não seja confuso? Além de tudo, escreve mal.
Mas a piada não para por aqui. “Afirmações arbitrárias”. Nenhuma crítica séria ao marxismo poderia dizer que ele contém “afirmações arbitrárias”. O marxismo é um sistema e, por isso, não pode conter afirmações arbitrárias. Seja uma sistema correto ou incorreto, não poderia conter afirmações arbitrárias, pois é elaborado sistematicamente. Todo o sistema é formado por obras concatenadas. Tem bases filosóficas profundas. Fundamenta-se na dialética. Penetra na economia e faz uma crítica profunda ao sistema capitalista.
Vamos a última graça de Mises: o marxismo é um emaranhado de afirmações conflitantes. É fácil falar, difícil provar. Nunca li, em toda a minha vida uma única linha, de nenhum autor, demonstrando os conflitos nas ideias de Marx, que o próprio Marx não tenha mostrado, criticado e corrigido. Por outro lado, provei aqui como Mises, em uma única sentença, escreve uma série de coisas conflitantes, especulativas, confusas e tomadas arbitrariamente.
Constantino dá prosseguimento a seu texto doutrinário fazendo uma demonstração pífia, incompleta do que seria o marxismo. diz ele: “(a teoria da exploração) diz que todos os bens de valor são produtos do trabalho humano, mas que o trabalhador não recebe o produto integral do que produziu, pois os capitalistas tomam para si parte do produto dos trabalhadores.”
Perguntamos: é isso mesmo o que ela diz? É a partir dessa sentença que Constantino vai procurar “derrubar” a teoria marxista, usando como argumento de autoridade o ridículo Böhm-Bawerk, uma das múmias do liberalismo, ressuscitada pelos misianos. E toda a “demonstração” estará comprometida porque Constantino omite (de propósito, penso eu) algo muito importante. Quem conhece Constantino sabe que ele trabalha para a revista Veja, que não é uma revista séria. Tampouco ele é um sujeito sério. É autor de bobagens homéricas, como afirmar que o emblema da Copa do Mundo era uma propaganda subliminar do PT. Mas vamos ao que ele omite. O mais honesto seria dizer: “os bens de valor são produtos do trabalho humano, mas o valor é determinado pelo trabalho socialmente necessário para produzi-lo”. Foi isso o que Marx disse. Diante disso, cai a farsa montada por Constantino. Ou isso prova a desonestidade dele, ou lhe prova a ignorância. Nunca leu Marx e leu muito mal o próprio Böhm-Bawerk. Ele despreza alguém a quem não entende e admira outro ao qual também não entende.
Constantino continua: “se fosse verdade que um produto vale somente aquilo que custou de trabalho para produzi-lo, as pessoas não iriam atribuir um valor diferente a um magnífico barril de vinho de uma região nobre vis-à-vis o vinho de outra região pior. Uma fruta achada não teria valor algum também.”
Parece aula de economia dada por um professor de OSPB ou Educação Moral e Cívica. Está tudo errado.
Aprenda Constantino. O vinho produzido em uma boa região vinícola, como Bordeaux, Douro, Mosel, etc., tem mais valor do que o vinho produzido em regiões mais pobres pois há nas boas regiões séculos de trabalho de preparação de terra, de estudos de temperatura, umidade, técnicas de plantio e colheita, etc. E, portanto, MUITO MAIS TRABALHO ENVOLVIDO.
E quanto a uma fruta achada na beira do caminho, por que essa fruta tem valor? Porque, a fruta achada ou mesmo a fruta silvestre tem valor devido ao trabalho socialmente necessário para produzi-la.
Em suma, todo o artigo de Constantino é uma falácia, pois omite, simplesmente o mais importante: o trabalho socialmente necessário.
Se ele tivesse criticado essa teoria, podia ter ido pelo caminho certo. Mas ele não é um cientista. É um intelectual desonesto que trabalha para uma revista desonesta.

 

As cinco maiores mentiras contadas pela direita

MAO_TSE_TUNGPor Afonso Texeira Filho

Vamos a elas e identifiquemos os autores.

1. De acordo com os “filósofos” do nazismo, o judeu e o negro eram raças inferiores. Em primeiro lugar, não existem mais raças. Depois de 10 mil anos de civilização e de migrações, as raças puras desapareceram. Se houvesse raça pura, seria doente e deficiente mental, devido à preservação de genes recessivos. Em todos os países do mundo, existem gênios e direitistas, digo, idiotas.

2. O maior assassino da história foi Mao Tsé-Tung. Mentira. O maior assassino da história foi a Igreja Católica Apostólica Romana, a qual, durante séculos a fio, queimou pessoas na fogueira, dizimou povos (inclusive culturas denominadas pagãs, como os Incas e os Astecas), cidades e civilizações. Por outro lado, se deixarmos de lado a igreja, mesmo assim Mao Tsé-Tung jamais teria conseguido matar mais gente que Hitler. Qualquer idiota sabe que uma guerra mata muito mais gente do que a forma mais cruel de repressão. A livro que a direita usa como autoridade para afirmar que o comunismo cometeu mais crimes do que qualquer outro regime é “O Livro Negro do Comunismo”, um livro espúrio, que nada tem de científico.

3. O Plano Real é o responsável pelo crescimento do Brasil. Embora o crescimento do Brasil seja pífio, uma série de fatores contribuiu para isso. O primeiro foi a estagnação das grandes potências capitalistas, sobretudo os Estados Unidos. Outro fator foi a diminuição da produção industrial no primeiro mundo e a ascensão industrial da China e, também, embora bem menos, do Brasil. As medidas de Lula também contribuíram, pois os programas de combate à miséria colocaram dinheiro no mercado; aumentaram o número de consumidores; obrigaram as empresas a aumentarem salários e, consequentemente, tornarem-se mais competitivas. O Plano Real, na verdade, foi uma farsa montada para que Lula não vencesse as eleições de 1994. Não foi o Plano Real que controlou a inflação. Qualquer governo retardado consegue controlar a inflação; basta não promovê-la. É assim mesmo. Basta não promovê-la (leia-se, a respeito, “Salário, preço e lucro”, de Marx).

4. O PT foi o partido mais corrupto da história do Brasil. Consideremos, por um momento, que sejam verdadeiras todas as acusações feitas pela revista Veja ao PT. Mesmo assim, o PT precisaria ser umas quinze vezes mais corrupto para superar o PMDB. Isso sem falar dos partidos de direita como a UDN, o PTB e os partidos do Império. O partido mais corrupto que o Brasil já teve foi o Partido Republicano da época da chamada República Velha (1898-1930); em segundo lugar, a ARENA, da época da ditadura militar. O Mensalão, que resultou na prisão de membros da diretoria do PT, era uma prática comum no Congresso, e que funcionou perfeitamente na época de FHC, também.

5. Apenas o capitalismo é capaz de gerar riquezas. Até o Arthur Gianotti entrou nessa. A humanidade sempre produziu riqueza, desde a Idade do Bronze. Os próprios países chamados de comunistas produziam riqueza. Ou a Rússia consegui mandar sondas e astronautas para o espaço pedindo esmola? E a bomba H? Foi construída com que dinheiro? e o exército soviético, era mantido como, por doações de capitalistas?

Na verdade o capitalismo é, mesmo, capaz de produzir riqueza. Isso nem Marx negava. Como os direitistas não gostam de ler O Capital, não aprendem nada. O Capital é um livro de crítica ao capitalismo. E a principal crítica que faz é que o capitalismo é sistema decadente e que desperdiça mais recursos do que produz. O sistema de produção do capitalismo está ultrapassado.

A canalhice da revista Veja não tem limites

(Sobre o acontecimento de ontem na São Francisco)
Hoje, um grupo de alunos impediu que um professor fascista, Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, desse uma aula elogiando a ditadura militar e contando escandalosas mentiras acerca do comunismo)
Eis o que diz o “colunista” da VEJA, Rodrigo Constantino:
“Vejam como agem os comunistas, esses seres jurássicos que ainda procriam e se espalham, colocando em xeque a teoria da evolução darwinista. São tolerantes, democratas, a favor do debate aberto. Só que não! São autoritários, intimidam quem pensa diferente, querem calar o contraditório no grito. Impediram uma aula sobre as tiranias vermelhas e o contexto de 1964. Invadiram a sala e humilharam o professor. É apenas assim que sabem agir: covardemente e em bando:”
Em primeiro lugar, elogiemos o estilo do “colunista”. Os comunistas são seres jurássicos que colocam em xeque a evolução darwinista. Por que os comunistas são seres jurássicos? Uma propaganda, divulgada exaustivamente pela imprensa mundial durante a década de 1990, alardeou que o comunismo estava morto e que era uma teoria ultrapassada, do século XIX. Não tiveram, contudo, coragem de admitir que o capitalismo era uma teoria do século XVIII. O estúpido “colunista”, ao afirmar que esses seres jurássicos desafiam a teoria da evolução, está, na verdade, desdenhando a teoria da evolução. Se os seres jurássicos procriam, como ele afirma, é porque a teoria da evolução é uma farsa. Por essa afirmação, percebe-se o quanto esse “colunista” é conservador. E, portanto, o ser jurássico é ele e não os comunistas.
Em seguida, o “colunista” diz que os comunistas são autoritários e intimidam quem pensa diferente deles. Em primeiro lugar, eram apenas comunistas que protestavam? Em toda a história da república brasileira, acusou-se quem divergia do pensamento da classe dominante de comunista. Qualquer um que não aceite a opinião de fascistas é comunistas; qualquer um que não aceite que se elogie a ditadura é comunista. Fica claro para mim que esse “colunista” é um verdadeiro defensor da ditadura militar. Logo, autoritário é ele.
Diz também que o professor falava contra as tiranias vermelhas e o contexto de 1964. Que esperteza! Contexto de 1964! Quanta gentileza com o “professor”. Ele não falava do contexto de 1964, ele fazia um elogio descarado da ditadura militar, a qual matou, torturou e deu sumiço não apenas nos “comunistas”, mas em qualquer um que discordasse do regime. Pergunto eu: Quem é autoritário? Quem intimida? Quem quer calar quem no grito? A ditadura já não calou muitas bocas? E muitas vidas?
Por fim, diz o “colunista” Rodrigo Constantino, defensor da ditadura, que os alunos que impediram que uma manifestação fascista, uma defesa do nazismo, fosse encenada em um centro do saber só sabem agir covardemente e em bando. Quem age covardemente é esse colunistazinho, que se aproveita da enorme circulação de sua revista para tentar calar a boca de uma manifestação. É ele que intimida quem pensa diferente. É ele que quer calar o contraditório no grito: no grito de um milhão de exemplares.
Esse alunos impediram uma aula, de fato. Quantas aulas a ditadura não impediu?
A democracia, para existir, deve, a todo custo, combater toda e qualquer tentativa de restituição da ditadura. Não deve deixar falar aquele que quer calar o semelhante. Não deve deixar manifestar aquele que quer acabar com as manifestações. Pois seria o mesmo que, em nome da liberdade, se deixasse o torturador agir, se deixasse o assassino matar.
Essa gente, como esses colunistas da VEJA, essa gente como Bolsonaro, essa gente como esse professor da USP, não deveria nunca ter direito à palavra, pois a palavra deles não tem outro objetivo que calar a palavra de todos.
Dedico esse comentário a todas as vozes que a ditadura calou, vozes que se calaram para sempre mas que para sempre serão ouvidas nos corações daqueles que têm sede de liberdade.
Lovaina, 2 de abril de 2014.

Os herois de Santa Catarina

Os alunos da Universidade Federal de Santa Catarina deram um exemplo notável de como se deve combater a arbitrariedade e a ameaça à liberdade. Reagiram contra a presença da polícia na Universidade, da mesma maneira que os alunos da Universidade de São Paulo, há dois anos.
A universidade é um dos maiores monumentos à liberdade. Nela, o aluno deve ser livre para aprender, estudar e se ilustrar, sem a interferência da polícia e dos órgãos de repressão. A polícia é um instrumento de opressão e deve ficar sempre longe da escola. Não apenas para preservar a liberdade de ensino, mas também por um questão pedagógica: na escola devem haver professores e educadores e não policiais.


A alegação de que os policiais foram para a Universidade atrás de criminosos é uma falácia. Quando eu era estudante na Universidade Federal de São Carlos, tinha como vizinho um juiz de direito, ultrarreacionário, membro da igreja Batista. Era uma véspera de feriado, dia 14 de novembro de 1984, 11 horas da noite. Dávamos uma festa e, em casa, havia oito pessoas. O vizinho, incomodado com o barulho, chamou a polícia. A polícia invadiu nossa casa, chutando a porta e cheirou a mão de todos os que estavam na casa para ver se não estávamos fumando maconha. A polícia não pode entrar numa residência depois das seis horas da tarde, a menos (eis a brecha para a repressão) que esteja ocorrendo um crime. Por isso, entraram procurando maconha. Ninguém fumava maconha ali. Mas também havia a alegação de que invadiam a casa por ordem de um juiz, o que a lei também permite. Mas o juiz, em questão, era o próprio denunciante. E a lei também diz que ninguém pode julgar em causa própria.
Embora não tenha havido maiores consequências, a experiência serviu para provar que, quando a polícia entra em uma universidade alegando uma coisa, pode ter certeza que é outra. O resultado, nós já conhecemos. A polícia entra e não sai mais.
Agora, vem a imprensa marrom, cujo representante maior é a Veja, como o Sr. Reinaldo Esgoto Azevedo, a chamar os alunos de maconheiros e afirmar que eles estão acima da lei. Se fizermos uma pesquisa, na própria página da revista na Internet e verificarmos a capa da edição de número 6 da revista, de 16 de outubro de 1968, leremos a seguinte chamada: “Todos presos. Assim acabou o Congresso da Ex-UNE”. Pouco depois, veio o Ato Institucional número 5, um golpe para aprofundar o golpe de 1964. Para isso, foi criada a revista Veja. Seria um órgão de apoio ao regime, tendo como objetivo dar legitimidade a ele.
No interior da revista, lê-se: “Uma minoria privilegiada”. O mesmo velho e acabado discurso, a Veja usa ainda hoje para se referir aos estudantes quando tentam impedir o acesso da Polícia Militar aos campi universitários. A pregunta é a seguinte: até quando essa revista asquerosa vai continuar dando palpite na nossa vida? Até quando as forças reacionárias vão continuar a desmoralizar a nossa luta? Não está na hora de reagirmos? As primeiras medidas já foram tomadas. A revista, ela própria, está desmoralizada. Seus redatores moralistas já são vistos como pessoas imorais.
Há dois tipos de conservadores. Um é aquele que vive apegado às tradições, que sente nostalgia do passado e tem medo de mudanças. O outro é aquele sujeito altamente depravado que acoberta a própria depravação criticando os outros e taxando os outros de depravados. Este último tipo é o do conservador direitista.
O conservador direitista é um verdadeiro fascista. E como ele reage? Acusando os comunistas de serem fascistas? Chegam a dizer absurdos do tipo: Stálin matou mais do que Hitler. Mais do que acusar um comunista (coisa que Stálin não era), estão a defender o nazismo. Para essa gente, estudante é lixo, pois o Brasil é um país de gente ignorante e que deve continuar ignorante. O ignorante é o verdadeiro brasileiro. Mas ignorantes de fato são os nossos capitalistas atrasados que pensam que estão lucrando com a miséria. Qualquer um sabe que o capitalismo só prospera se houver um mercado de consumo rico. E para isso é preciso investir em educação e combater a miséria e a ignorância.
Os arautos dessa burguesia atrasada, que só assiste à televisão e que mal abre um livro para ler (quando muito, uma Lia Luft, um Olavo de Carvalho e um Guia Lixo Politicamente Incorreto), são os jornalistas da Veja, do Estado de S. Paulo, da Folha de S. Paulo e do Globo. Sumidades como Diogo Mainardi, o falecido Paulo Francis, o escroto Reinaldo Azevedo, a histérica Rachel Sheherazade, o “especialista” Demétrio Magnoli, o jornalista William Waack, o comentarista Arnaldo Jabor, o colunista Luís Filipe Pondé, autodenominado “filósofo”, são o elenco dessa ópera bufa que é o jornalismo brasileiro. Isso sem contar palhaços como Ratinho, Datena, Luis Carlos Prates e outros.
Diante desse quadro de horror, faz-se necessário um combate sistemático dos estudantes contra a presença da polícia nas universidade e contra o jornalismo opressivo que procura dar legitimidade às ações de opressão.
É tarefa de todo aluno reagir contra esse estado de coisas. É preciso que nunca nos esqueçamos de que todo golpe militar, toda opressão política procura bases sólidas para se legitimar. Primeiro, testa o terreno com pequenas intervenções. Segundo, recebe o aval do jornalismo. Terceiro, começa a receber apoio popular. Quando nos dermos conta, será tarde.

 

A jogada de Pútin

Porque não se deve jogar xadrez contra um russo

Os estudiosos da arte da guerra sempre advertiram, desde Sun Tzu até Clausewitz que quem conhece o terreno (geralmente o defensor) tem enorme vantagem contra quem não conhece. Esse é o caso da Crimeia.

A jogada do imperialismo, ao conspirar para a deposição do presidente Víctor Ianukóvitch, pró-Rússia, era desestabilizar ainda mais a economia da Rússia fazendo com que a Ucrânia voltasse as costas para o Oriente e se integrasse à Europa ocidental. Mas era também uma jogada geopolítica, que buscava limitar ainda mais o acesso da Rússia ao mar.

A Rússia, historicamente, sempre teve o acesso ao mar bloqueado pelas potências europeias, desde que Catarina, a Grande resolveu transformar a Rússia num império. Devido à grande dimensão de seu território, a marinha de guerra e a marinha mercante do país ficam estacionadas em locais ermos e remotos, como no círculo polar ártico, no Pacífico, no Báltico e no Mar Negro. Mas, para o Ocidente, a maior preocupação é o Mar Negro.

Em diversos momentos da história, procurou-se bloquear a passagem da marinha russa para o Mediterrâneo. Na Primeira Grande Guerra, a marinha britânica tomou o Dardanelos; ao final da Segunda Grande Guerra, o imperialismo adotou medidas severas para que a União Soviética não tomasse conta também da Grécia, uma vez que já dominava a Romênia e a Bulgária. A União Soviética não conseguiu acesso direto ao Mediterrâneo e, se observarmos o mapa, veremos que apenas uma pequena faixa de terra em território grego separa a Bulgária do mar.

Com o fim da União Soviética, em 1991, a Rússia perdeu quase todo o acesso que tinha aos mares ocidentais. A Bulgária e a Romênia, que costeiam o Mar Negro, fazem parte, hoje, da OTAN.

O golpe de Estado, patrocinado pelo imperialismo, conseguiu desestabilizar o país e provocar a deposição do presidente. A Rússia estava diante de um sério problema: perder um parceiro comercial de grande importância (o segundo do bloco da CEI), perder mais da metade de seu acesso ao Mar Negro ou entrar em um conflito com a Ucrânia que seria ilegal perante o Direito Internacional. Mas os russos mostraram que sabem, como ninguém, jogar xadrez.

Como a Crimeia é uma república autônoma, tem direito de fazer um referendo próprio, sem consultar as autoridades centrais, o governo da Ucrânia. Ocorre que a península da Crimeia, além de ter enorme importância geopolítica, tem também maioria russa. Com a independência da Crimeia e sua possível anexação à Rússia, a Ucrânia e o Ocidente perdem e a Rússia ganha. Vejamos por quê.

A península da Crimeia separa o Mar Negro do Mar de Azov, cujo litoral é dividido meio a meio entre Rússia e Ucrânia. Mas o acesso a esse mar se dá por um pequeno estreito que separa a Crimeia do território russo oriental. Isso quer dizer que todo o acesso marítimo ao Mar de Azov passará ao controle russo.

Por outro lado, a Rússia passará a ter um litoral mais extenso que o ucraniano no Mar Negro. Com isso, as pretensões do Ocidente de dominar a Ucrânia para baratear o custo do gás russo (o qual passa pela Ucrânia) foi um tiro que saiu pela culatra. Se a Ucrânia resolver aumentar o valor do arrendamento do território por onde passam os gasodutos russos, os russos poderão, por sua vez, cobrar um pedágio pela passagem de navios ucranianos pelo estrito de Azov.

O Ocidente esperneou, acusou a Rússia de provocar um referendo ilegal, de mobilizar suas tropas para a fronteira ucraniana e, até hoje, continua ameaçando. Mas, nada poderá fazer a não ser esbravejar. A própria ONU não terá como condenar a Rússia e tudo ficará como está. Resta saber o que acontecerá na Ucrânia, pois quase a metade de seu território ainda é de nacionalidade russa.

Os cadáveres do liberalismo

Depois de amargar 12 anos nos bastidores, 12 anos sem roubar, 12 anos fora do poder, a direita se irrita. E começa a ressuscitar os mortos.

Dessa forma, aparecem nomes por aí que a humanidade e a história já havia varrido para o lixo há muito tempo.

Um desses nomes é o do economista Ludwig von Mises, um dos últimos liberais do século XIX. Outro, a mesma época, um tal de… Böhm Bawerke, que, do alto de sua enorme arrogância, alegava ter desmentido Marx. Marx foi para a história e Bawerke para o lixo.

Mas esses economistas liberais não foram para o lixo por causa do predomínio político da esquerda. A esquerda nunca teve predomínio político, a não ser no leste europeu, numa época em que o fascismo a em alta no ocidente. Depois, veio a guerra fria e o ocidente barrava todas as produções intelectuais vinda do leste europeu. A cortina de ferro estava fechada dos dois lados. quando alguém passava para o lado de cá, virava manchete. Quando alguém passava para o lado de lá, só virava manchete do lado de lá.

Esses economistas liberais passaram ao ostracismo porque as suas ideias não tinham consistência. Nem filosófica, nem econômica, nem política, nem matemática. Não serviam nem para gerente de banco.

Outro desses cadáveres a ressuscitar foi o da “filósofa” norte-americana (de origem russa) Ayn Rand. O Dr. Frankenstein que a ressuscitou afirma que ela trocou a Rússia pelos Estados Unidos. Mas não diz, de propósito, que a Rússia em que ela vivia era a Rússia imperial e que, com a revolução, fugiu para os EUA.

O pensamento dessa senhora é uma verdadeira abominação. Defende sem pejo algum o liberalismo e da forma mais descarada e desmedida. Uma observação, e que não precisa ser muito atenta, de sua obra revela que ela faz uso de argumentos falaciosos para acusar a intromissão do Estado na economia. Por exemplo, em seu livro The Fountainhead, ela mostra um arquiteto que, apesar de ser um gênio, se recusa a aderir ao gosto público e insiste em fazer projetos segundo uma concepção individual. É uma defesa do individualismo e um ataque ao planejamento público de obras. Mas a imagem é fraca. Sobretudo se notarmos que o arquiteto em questão não é ninguém menos que Frank Lloyd Wright, que nunca teve problemas daquele tipo, sobretudo numa sociedade que preza o individualismo, que gosa de coisas com griffe, que adora exclusividades.

A falácia consiste em criar uma realidade falsa para defender um ponto de vista.

O pensamento reacionário

O vice da RedeTV, dono da maior mansão do Brasil, defende Rachel Xerassaco. E repete a frase “você que está se queixando, adote um bandido.” A filosofia da direita é uma filosofia que não tem lógica, como não tem lógica suas críticas. Analisemos o que ela diz de um ponto de vista liberal.

A sociedade, segundo ela, não aguenta mais a incompetência das autoridades (embora ela elogie os policiais) e defende a existência de esquadros de justiceiros (os quais ele chama de legítimos). Reclama do “pessoal dos direitos humanos” que não defende a polícia, mas defende bandidos (sem saber para que servem os direitos humanos). E termina com a pérola: “você que está se queixando, adote um bandido!” O que ela não percebe é que, nós, a sociedade, adotamos um monte de bandidos, como o sujeito aí acima, o qual tem uma mansão que deve ter o mesmo valor de mil casas populares (e há trouxas que dizem: ganhou trabalhando). Mas, deixemos esses bandidos de lado; deixemos de lado os bandidos de Brasília (financiados por gente como o sujeito acima). Falemos apenas dos pés-de-chinelo (apesar de que o chinelo está pela hora da morte e só há grã-finos usando-os).

Nós, a sociedade, adotamos sim esses bandidos. Ou não é o dinheiro dos impostos que paga a polícia, que sustenta os presídios, o sistema judiciário, etc? Então, quando RS fala para adotarmos um bandido, mal sabe ela que já adotamos, que pagamos a comida dele, a moradia dele, o advogado dele, etc. Portanto, não precisa nos falar para fazer aquilo que já fazemos. Mas, o que ela não diz é que adotamos outros bandidos também: o patrão dela, o careca acima (e o modelo cabeça-de-vento com quem ele se casou), e todos os multi-milionários do país.